Esta semana li um artigo do público, inserido no tema "Eurobarómetro sobre pobreza e exclusão social" que apresenta os resultados de um estudo realizado nesta área. Apresentam como resultado o facto dos portugueses se encontrarem pessimistas, passo a citar um dos resultados:
"Os portugueses parecem acreditar pouco na ascensão social. Quando questionados sobre quais as razões porque as pessoas são pobres, o facto de se crescer numa família com necessidades e de não se ter recebido apoio dos familiares e amigos nas alturas certas é a principal explicação avançada. Uma percepção que diverge da média da UE que aponta antes para a falta de qualificações como o principal motivo da pobreza."
Este estudo fez-me pensar no trabalho que desenvolvo a cada dia. Trabalho com pessoas dependentes de subsidios, dependentes da noção de obrigação do Estado em apoiar, e pouco ou nada motivadas para a mudança.
Poucas ou raras vezes ouço algum utente a dizer que vai investir na sua formação para dar o salto, que vai trabalhar para não depender do Rendimento Social de Inserção. Pelo contrário é comum ouvir a pergunta: Se eu começar a trabalhar você corta o subsidio?
Realmente é preciso trabalhar mentalidades, culturas, cidadania para conseguirmos a mudança.
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